quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

O PRIMEIRO CONSOLE A GENTE NUNCA ESQUECE

Hoje vou falar sobre o meu primeiro console de como foi que conseguir ele e o que foi feito dele.
Eram 1996 e o Super Nintendo (SNES) já sendo descontinuado e ainda não tinha meu primeiro console. Como comentei no post anterior meus pais não estavam podendo me dar um SNES de presente e com isso fui jogando em locadoras e nelas joguei os jogos que até hoje considero os melhores como Mario World, Top Gear 1 & 2, Metal Warriors, S.T.G. entre outros.

Pois bem indo agora era 1997 que foi o ano que finalmente ganhei meu primeiro console e ele não foi um SNES como Eu sonhava e sim um Nintendo de 08 bits que é bastante conhecido como Nintendinho ou NES. Esse vídeo game foi conseguido com bastante sacrifício, pois minha mãe o trocou em uma colcha de cama que ela fazia para venda de forma bem artesanal e que tomou muitas horas de trabalho, pois usava crochê. Essa troca foi feira com uma prima que tinha ganhado de um irmão que evidentemente também era meu primo. Nunca vou esquecer o dia em que fui buscar esse console ele veio em uma caixa de sapato cinza e veio junto um jogo 2 in 1 “Super Mario Bros./Duck Hunt”, dois controles + pistola Zapper Laranja + Cabo Rf e uma fonte original queimada. Primeiramente foi comprada uma fonte e transcodificado pra PAL-M já que ele era modelo americano e era NTSC. O dia que ganhei ele foi um dos dias mais felizes da minha vida pois naquele tempo foi como uma conquista e Eu só comparo aquele sentimento de alegria quando comprei meu primeiro carro e até hoje Eu digo a minha mãe que foi o melhor presente que ela me deu e que nunca irei esquecer.  


O Cartucho Original que veio no meu NES

Mesmo no tempo já sendo considerado um aparelho ultrapassado ele me trouxe muita diversão, pois nele joguei muito Mario 1 e 3, The Fantact Adventures Of Dizzy (esse jogo era muito bom, quer dizer é muito bom). Não pude jogar mais jogos nele, pois ele era bloqueado e só rodava jogos originais, lembro que conseguia emprestado com colegas de escola jogos de phantom System, turbo game mais a tela sempre piscava e o jogo não iniciava e como não tinha ninguém na minha cidade que fizesse o desbloqueio o mantive travado. Com o tempo fui conseguindo outros jogos como Duck Tales, The Littler Mermaid (Pequena Sereia). Joguei muito com ele até mais ou menos o ano de 2000/2001 que tive que estudar pra vestibular e também foi o mesmo tempo que comecei me interessar por música e querer a tocar violão e com isso deixei o meu Nintendinho guardado na casa da minha irmã.


Dois jogos Sensacionais

Em 2007 fez 10 anos que Eu tinha ganhado o NES e um dia de bobeira na net entrei no site do mercado livre e vi uma foto de um Nintendinho e lembrei-me do meu e na mesma hora liguei pra minha irmã pra saber se o console ainda estava por lá e ela já foi me dizendo que achava que ele tinha ido para o lixo pois nesse hiato a casa dela tinha passado por duas reformas, porém ela pediu para Eu ir lá e procurar no armário que ficava na laje. No mesmo dia voltando do trabalho passei na casa dela e subi a laje pra procurar.  Procurei, procurei e nada já estava pra desistir quando vi uma sacola azul no fundo quando peguei vi que era ele fiquei bastante contente e dentro do slot estava o cartucho original que veio nele de “Super Mario Bros./ Duck Hunt”. Agora tinha um, porém não achei os controles, fonte, pistolas e os jogos. Mais só em ter achado ele já estava feliz. Quando cheguei em casa fui testar ele torcendo pra pegar, como não tinha uma fonte de 9V de 850 ma acabei usando a do meu pedal de baixo que era de 9V de 500 ma e pra minha surpresa ele deu imagem mais não leu o jogo de primeira e depois de algumas tentativas de soprar e deixar a fita meio de lado resolveu pegar, só não joguei no mesmo dia porque não tinha controle e no outro dia comprei uma fonte e desmontei ele todo e fiz uma limpeza geral com limpa contato e aproveitei lavei também a carcaça que estava bem amarelada e suja de poeira. Enquanto a carcaça enxugava lembrei que ele era bloqueado e com isso fui pesquisar na net se tinha algum tutorial ensinando como fazer e logo no primeiro site encontrei o esquema que era só puxar a quarta perna de um chip que tinha escrito “Nintendo 1985” e no outro dia levei a placa dele pro trabalho e mostrei pra um amigo do CPD chamado Jaílton Lira e mostrei pra ele o esquema e com uma pinça puxou o pino e só faltava jogos paralelos pra saber se tinha dado certo ou não. Agora restava conseguir um controle, pois a fonte Eu já tinha comprado e sinceramente foi difícil de achar aqui em Natal e seguindo um ditado local que dizia que “tudo se acha no Alecrim” e fui procurar junto com o meu sobrinho e quando já estávamos no camelódromo quase desistindo encontramos um controle surrado com dois jogos de phantom system (Captain Comic e Road Figther) que foi com eles que testei o desbloqueio e que felizmente deu certo. Quando testei o desbloqueio pensei poxa vida passei tanto tempo deixando de jogar vários jogos por causa de um pino que tinha que levantar.




O NES depois da limpeza interna

Controle surrado mais bem confortável

Testando o jogo Super Mario Bros./Duck Hunt
Na parte de baixo os jogos "Road Figther e Captain Comic"

Hoje em dia o console tá funcionando 100% e foi feita uma customização. Conseguir recuperar os jogos que tinha das antigas e alguns jogos que sempre sonhei como Zelda 1 & 2, Metroid, Ghosts'n Globlins, Contra, battletoads entre outros.




Alguns jogos da coleção

Da minha coleção de Vídeo Games sem dúvida o que tenho mais carinho e não vendo por nada nesse mundo é a minha coleção de NES e alguns dos meus clones preferidos (Phantom System, Turbo Game, Hi-Top Game, Top System entre outros).







Aqui o NES já customizado
Dos três ele é o primeiro, aqui já com o logo da Nintendo na cor Preta

Então é isso galera, mais pra frente terei mais historias como essa.

Abs,

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Saudações!

Depois de quase 03 meses de criado esse blog, enfim vem à segunda publicação e ela será o ponto de partida para muitas outras. Nesse tempo fiquei pensando sobre o que iria escrever e cheguei à conclusão que abordaria meu primeiro contato com o vídeo game e o que esse momento representou na minha infância.

O primeiro contato que lembro, acho que foi quando Eu tinha mais ou menos uns 07 anos isso era entre os anos de 89/90, nesse tempo morava no interior daqui do Rio Grande do Norte na cidade de Pau dos Ferros e sempre no final do ano vinha passar as férias escolares na casa dos meus tios aqui em Natal e nesse tempo minha prima tinha um Atari e lembro a primeira vez que vi foi ela jogando, sinceramente não consigo lembrar qual jogo era e pra falar a verdade não dei muita importância a esse momento, pois nesse tempo Eu só queria saber de brincar de carrinho e brincar com os bonecos do ”Comandos em Ação – G.I.Joe” com meu primo Pedrinho.

Comandos em Ação - G.I. Joe

Eu tinha o segundo o e terceiro

Naja Trimoto de ataque, Eu tinha ela.


Agora o primeiro contato que realmente marcou foi 1992 quando meus pais foram em um sábado a tarde visitar uma tia que morava em uma cidade vizinha ao sítio que morávamos e ao chegar lá não tinha nada para uma criança fazer e como Eu estava reclamando disso o tempo todo meu primo chamado Sandro que era um pouco mais velho me disse, vamos na Sorveteria Estrela jogar? na hora não entendi muito bem o que ele quis dizer “jogar” mais lá teria sorvetes e com isso tinha certeza que seria muito bom (risos) e fomos para essa sorveteria. Quando dobramos a esquina para chegar, já vi algo que chamou minha atenção, vi que tinha muita criança e barulho. Quando chegamos observei um aparelho ligado a uma “tv’ com dois controles e todo mundo em volta olhando uma luta e opinando, essa luta não era nada mais que “Mortal Kombat I” e o aparelho nada menos que o imponente “Super Nintendo” e de cara não conseguiu para de olhar e fiquei atento a tudo e achei até engraçado e não sabia porque os meninos que estavam jogando colocavam o controle dentro da camisa, cheguei a perguntar a Sandro o que era aquilo e ele disse que era pra esconder o golpe para o adversário não ver. Depois de um tempo olhando o jogo meu primo disse é nossa vez agora, vamos jogar? Lembro que disse que não sabia e ele disse que era fácil e com isso só balancei a cabeça que sim e meio nervoso segurei o controle sem saber o que fazer e ele me foi passando os comandos para o  jogar “Mortal Kombat I”. Levei uma baita surra mais achei tudo muito legal e ganhei uma partida que ele deixou (risos) e depois jogamos “Street Figther”. Foi um dia muito bom e passei uma semana inteira só falando nisso com meus pais e amigos da escola. fiquei muito feliz com essa nova maneira de diversão que conheci e a partir daí comecei a aperrear meus pais para comprarem um aparelho “Super Nintendo” pra mim, sendo que no tempo eles não tinham condições de comprar, fiquei triste mais aceitei de boa e nos finais de semana quando íamos a cidade eles me davam dinheiro para jogar em locadoras.





Mortal Kombat I


Super Nintendo - Na minha infância um sonho de consumo



No próximo post falarei sobre o meu primeiro console e qual foi o seu destino.

Até a próxima e espero que tenham gostado...